Janeiro Roxo: Hanseníase e o direito à Saúde da Criança e do Adolescente
O ultimo domingo de janeiro é celebrado como o Dia Nacional de Combate e Prevenção a Hanseníase, uma doença infecciosa crônica bacteriana, que afeta principalmente os nervos periféricos e a pele. A transmissão ocorre pelas vias aéreas (tosse, espirro, fala) de uma pessoa infectada e sem tratamento para outra, não sendo transmissível por contato (Abraços, aperto de mão, talheres, roupas ou picada de insetos.). A doença não necessariamente se manifesta no momento, e o período de incubação pode variar de anos.
Embora normalmente associada a adultos, a detecção da hanseníase em menores de 15 anos é um indicador de saúde crucial. Em crianças, os sinais podem ser mais sutis e difíceis de identificar, pois elas muitas vezes não conseguem verbalizar a perda de sensibilidade.
Fique atento ao surgimento de manchas na pele, podendo ser esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas, em qualquer parte do corpo; perda de sensibilidade; formigamentos, sensação de choque, fraqueza nas mãos/pés ou dificuldade para segurar objetos; e surgimento de nódulos e caroços. Complicações da doença por falta de tratamento podem levar a danos neurológicos, problemas oculares, e lesões na pele que causam dor, febre e inflamação, resultando em sequelas físicas.
Elaboração própria, a partir de dados do Ministério da Saúde (2025)
O sistema único de saúde (SUS) fornece a o serviço de forma gratuita por dermatologistas ou mesmo clínicos gerais. O diagnóstico é essencialmente clínico - exame da pele e dos nervos-, e o tratamento é realizado receitada a recomendação médica, este qual pode durar de 6 a 12 meses, dependendo da forma da hanseníase.
Crianças e adolescentes são especialmente vulneráveis ao estigma. O preconceito, fruto da ignorância histórica sobre a doença, pode levar ao bullying, isolamento social e evasão escolar. Assim, é vital acolher a criança, explicando que é uma doença como qualquer outra. A hanseníase tem cura, e o preconceito se combate com informação. A doença não possui teor altamente contagioso, e a maioria das pessoas tem uma defesa natural contra ela. Mesmo assim, é fundamental atuar para a prevenção ao máximo, e acima de tudo, a conscientização, permitindo o combate eficiente.
At.te., Lara Helena Cardoso Barbosa - Bolsista extensionista/PRODECA.
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